Famalicão - Portugal
História/Personalidades

19 Março 2017

Ec sintraby EduardoSantosCarneiro

Alimentação em Portugal – Concelho de Famalicão no início do século XX.

“A ração diária de um adulto – médias.
Em géneros: Pão de milho, legumes secos, legumes verdes, batatas, peixe salgado, azeite ou gordura de porco, carne de porco (esta última só quando comem na casa do patrão) ” NAZARETH (1907).
Pedro Dória Nazareth descreve a população da zona de Vila Nova de Famalicão no início do século XX, dizendo que ” é na sua maioria uma população robusta e resistente não abusando do álcool.
Se trabalham a seco, o que é raríssimo entre os jornaleiros, tomam sempre três refeições, sendo a primeira às 8 horas da manhã e a última à noite, compostas de uma grande malga de caldo de legumes e pão de milho, a segunda ao meio dia, é constituída pelo mesmo caldo e pão de milho e mais um pouco de bacalhau ou duas sardinhas.
Quando comem por conta do patrão, de Inverno tomam as mesmas três refeições mas acrescentando à primeira, sardinhas ou bacalhau e batatas ensopadas, e na segunda comem o bacalhau acompanhado de arroz ou batatas, e duas a três vezes na semana carne de porco.
Nestas circunstâncias tem ainda no Verão mais duas refeições, à pega às dez horas da manhã e à merenda às cinco horas, constituídas por pão e vinho” ALMEIDA GARRETT (1936: pp.431-432)
Para finalizar deve ser referido que no seu aspecto geral, a alimentação do trabalhador rural “é monótona, com pouca variedade, em que a maior parte das substâncias nutritivas é fornecida pelo pão de milho. . .” ALMEIDA GARRETT (1936:pp.431-432)

Trabalho de pesquisa sobre alimentação e hábitos alimentares em Portugal no início do século XX.

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CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (2002)-“Alimentação em Portugal – Subsídios para o seu estudo” Universidade Portucalense, Porto.

 

https://www.facebook.com/Hist%C3%B3riGeo-Portugal-130500857025122/

publicado por EduardoSantosCarneiro às 20:31

19 Março 2017

Ec sintraby EduardoSantosCarneiro

 

Álvaro de Castelões

(…) Até 1905, nas várias referências do jornal semanário «Estrela do Minho», Álvaro de Castelões é apenas tratado como o «distinto deputado e engenheiro», mas após 1905 é tratado como Visconde de Castelões. Quando ele foi agraciado com o título de visconde o jornal «Estrela do Minho» relatou o facto da seguinte forma:

-“Foi agraciado com o título de visconde de Castelões, em terceira vida, o antigo deputado por este círculo e distinto engenheiro, senhor Álvaro de Castelões.

Castelões é uma freguesia do concelho de Famalicão, onde o novo agraciado possui uma quinta e o solar dos seus maiores, que usaram igual título.” (59).

Este é, sem dúvida, um notável testemunho do valor de mais uma figura ilustre do concelho de Famalicão, e também uma eminente personalidade no estrangeiro, principalmente nas colónias portuguesas em África e na Índia, como comprova uma notícia do jornal «Estrela do Minho» daquela época, onde nos é referido que: “Já seguiu para a Índia, onde vai exercer o cargo de Director Geral das Obras Públicas, o nosso conterrâneo e amigo senhor Visconde de Castelões” (60).

Sobre esta personagem ficou aqui apenas a súmula da sua biografia, que denota, no entanto que Álvaro de Castelões foi uma figura proeminente que contribuiu a vários níveis para o desenvolvimento da nação.*

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(58) in Estrella do Minho – Famalicão, 21/Out/1900, “Álvaro de Castellões“(58) Grande Enciclopedia Portuguesa e Brasileira – Lisboa, Ed. Enciclopédia, Lda. ,1947, vol. 6, p.199.

(59) in Estrella do Minho – Famalicão , 5/Mar/1900, “Visconde de Castellões“.p.2.

(60)  Idem, … 8/Abr/1906, “Visconde de Castellões” p.2.

*CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -“Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão.

publicado por EduardoSantosCarneiro às 20:27

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